A ESCOLA DO FUTURO NO REINO DE OPORTUNIDADES

Débora Dias Gomes

Publicado na Revista Hifen - SINEP
e Revista Aprender


Pensar, criticar, identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças é o segredo para reverter a tendência de um destino que parecia sem grandes expectativas.

O futuro está derrubando todas as muralhas possíveis, imaginárias e não imaginárias. Existe um cenário repleto de possibilidades, um mar de oportunidades com águas claras e turvas com “ondas de mudança” como:

•  As descobertas científicas e os avanços tecnológicos maiores hoje do que os acontecimentos de toda a história da humanidade;

•  A mudança na estrutura demográfica;

•  A preocupação com o meio ambiente;

•  O impacto de decisões governamentais sobre a sociedade e as instituições;

•  O processo de globalização;

•  As descobertas científicas;

• A revolução nas regras da administração, e outras.

As forças de mudança estão fortalecendo o “setor educação”, juntamente com comunicações, entretenimento, especialmente os esportes, este por sua capacidade de globalizar marcas e associar a elas determinados valores que influirão no comportamento da próxima geração.

Concluímos que esta geração precisa ser educada com valores de ontem, hoje e amanhã, onde o amor, a consciência crítica e o livre arbítrio sejam as bases.

Não é fácil educar nos três tempos. Com valores que receberam ontem, os professores educam pessoas do amanhã. Os valores de ontem são apenas conhecidos e não entendidos, os de hoje são percebidos e os de amanhã desconhecidos. Se a escola usar só os valores antigos estará complicando a cabeça do aluno que vive o presente, que percebe a vida fora da sala de aula e não entende a distância entre a realidade e o que “aprende na escola”.

A escola está pronta para ser reinventada de muitas maneiras. O futuro depende, em boa medida, dos que projetarão e dirigirão uma “nova escola”, “uma nova empresa” ou “um novo negócio”. O papel destinado à escola do futuro dependerá da visão de seus líderes. O sistema educacional precisa ser gerenciado com ações sistematizadas e integradas para acompanhar as forças de mudanças e adaptar todas as variáveis de seu ambiente interno e externo.

As tendências são desafiadoras. O dirigente educacional precisa ser capaz de estudar muito, lembrar que seu diploma não assegurará a perpetuação de sua atividade. Começar a entender o tipo de negócio em que sua instituição está inserida – o ambiente cultural, político, tecnológico. No cenário político, estamos em pleno processo de desregulamentação da educação. Enfim, o mundo mudou e sua escola precisa mudar com ele.

Bem diferente do que o provão esporádico do MEC, na vida real a escola faz um provão por dia. Passar nesse exame significa planejar e implementar um destino diferente para a sua instituição. Uma trajetória para o sucesso!

 

E assim....

“O futuro chega com tal rapidez que começo a
desconfiar que agora está atrás de mim”

Millôr Fernandes, humorista